Escravidão
Adalberto J. Carlos e João Paulo M. Silva, 2º MEC
Presos e temendo à morte
Que os dias dão suporte
A lutar e vencer.
Trabalho até a exaustão
Sem compreensão
E nada a receber.
Vida maltratada
Sujeita à chibata
E nada pode fazer.
Na senzala escura
Só procuram à cura
Para a dor esquecer.
Sempre maltratados
Feridos e machucados
Querem apenas sobreviver.
A escassez de alimento
Ao passar do tempo
Só pensavam em comer.
Noites sem sono
desconforto e abandono
Nem descanso podem ter.
Acordam de madrugada
e hoje pegam enxada
Pro trabalho fazer.
Não eram compensados
apenas chicoteados
se não quisessem fazer
Mercadoria de venda
Visando à renda
Pro senhor obter.
Sua arte era a dança
e desde criança
Gostavam de fazer
Tratados como animais
mas somos todos iguais
Falta o mundo compreender.
Num ar de preconceito racial
Paulo César L. Bernardes, 2º MEC
Entre correntes e grades, um preconceito racial.
Entre o passado e o presente, um mundo nada igual.
Vistos de modo diferente, como seres inferiores,
São eles os negros, com sofrimento e cheio de dores.
O rico domina o mundo, se resumindo a elite.
Mas na verdade somos todos iguais,
Pensamos, agimos e incluímos os negros, seres racionais.
Como prisioneiros do mundo, eles sofrem
Mas sempre ficam de pé, em uma guerra eles não correm
Lutam, apesar do sangue que escorre.
Mas nunca se cansam e acreditam na mudança,
Porque a esperança,
É a última que morre.
Haverá Guerra
Paulo Guilherme L. Serra e Igor O. Pereira, 2º MEC
Até que a filosofia
Que torna uma raça superior
E outra inferior
Seja finalmente
Permanentemente
Desacreditada e abandonada
Haverá guerra
Até que não tenha
Cidadão de primeira e segunda classe
Em qualquer nação
Até que a cor da pele de um homem
Não tenha maior significado
Que a cor dos seus olhos
Haverá guerra
Até que todos tenham
Direitos iguais
Sem distinção
De raça, de credo ou de cor
Haverá guerra ...
Até esse dia
Não se conhecerá a paz
A idéia e um mundo
Em harmonia
Não se dará jamais
Porque
Haverá guerra...
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