segunda-feira, 15 de junho de 2009

Um Pouco de Poesia

Escravidão
Adalberto J. Carlos e João Paulo M. Silva, 2º MEC

Presos e temendo à morte
Que os dias dão suporte
A lutar e vencer.
Trabalho até a exaustão
Sem compreensão
E nada a receber.
Vida maltratada
Sujeita à chibata
E nada pode fazer.
Na senzala escura
Só procuram à cura
Para a dor esquecer.
Sempre maltratados
Feridos e machucados
Querem apenas sobreviver.
A escassez de alimento
Ao passar do tempo
Só pensavam em comer.
Noites sem sono
desconforto e abandono
Nem descanso podem ter.
Acordam de madrugada
e hoje pegam enxada 
Pro trabalho fazer. 
Não eram compensados 
apenas chicoteados 
se não quisessem fazer 
Mercadoria de venda
Visando à renda 
Pro senhor obter. 
Sua arte era a dança 
e desde criança 
Gostavam de fazer
Tratados como animais 
mas somos todos iguais
Falta o mundo compreender.





Num ar de preconceito racial
Paulo César L. Bernardes, 2º MEC

Entre correntes e grades, um preconceito racial. 
Entre o passado e o presente, um mundo nada igual. 
Vistos de modo diferente, como seres inferiores, 
São eles os negros, com sofrimento e cheio de dores. 
O rico domina o mundo, se resumindo a elite. 
Mas na verdade somos todos iguais, 
Pensamos, agimos e incluímos os negros, seres racionais. 

Como prisioneiros do mundo, eles sofrem 
Mas sempre ficam de pé, em uma guerra eles não correm
Lutam, apesar do sangue que escorre. 
Mas nunca se cansam e acreditam na mudança, 
Porque a esperança, 
É a última que morre.






Haverá Guerra
Paulo Guilherme L. Serra e Igor O. Pereira, 2º MEC

 
Até que a filosofia 
Que torna uma raça superior 
E outra inferior
Seja finalmente 
Permanentemente
Desacreditada e abandonada 
Haverá guerra  

Até que não tenha
Cidadão de primeira e segunda classe 
Em qualquer nação 
Até que a cor da pele de um homem 
Não tenha maior significado 
Que a cor dos seus olhos 
Haverá guerra 

Até que todos tenham 
Direitos iguais 
Sem distinção 
De raça, de credo ou de cor
Haverá guerra ...  

Até esse dia 
Não se conhecerá a paz 
A idéia e um mundo 
Em harmonia 
Não se dará jamais 
Porque 
Haverá guerra...

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