segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sociofobia Cefetiana


Quando entramos no CEFET, estamos numa fase engraçada da vida; temos aqueles amigos que os nossos pais não aprovam, aquela mania insistente de dormir a tarde e principalmente, costume de não ter que estudar tanto.
Essa demarcação da nossa adolescência pode ser penosa; aos poucos vamos afastando do nosso antigo círculo social, das nossas “vagabundagens”, das mordomias de alunos medianos. Acabamos culpando o CEFET por isso, mas será que a responsabilidade é só da escola? 
No mesmo instante que o mundo social “fora CEFET” se afasta da nossa rotina nos afastamos dele também. Nosso interesse por aquelas conversas supérfluas diminui; nossos sentidos para assuntos considerados “nerds” aumentam; isso acaba nos afastando daquele mundinho vastamente pequeno em que vivíamos e abre as portas para um amadurecimento precoce. Mas até onde isso é ruim?
Muitos reclamam que a “melhor época de suas vidas” foi desperdiçada numa sala de aula, mas não param pra pensar nos amigos que fizeram aqui, nos conhecimentos que adquiriram, nas horas que passaram discutindo uma suposta Terceira Guerra Mundial no refeitório ou nas boas risadas criando teorias sobre os assuntos mais diversos. Pra mim isso não é desperdício...
Algumas pessoas estão aqui por obrigação, algumas por que gostam e outras por que aprenderam a gostar e respeitar, quem pode duvidar da competência e importância de um lugar assim? Eu sou adepta aquele antigo provérbio de não sei onde: “Os incomodados que engulam!” Se vocês estão aqui é por um bom motivo, se continuam aqui é por um motivo ainda melhor e se gostam daqui, parabéns, vocês com certeza são persistentes. 
Isto aqui não te separa do mundo, mas te seleciona para ele, te dá a maturidade necessária (nem que seja a força) pra encarar as dificuldades que possamos encontrar no futuro.
A “melhor época de nossas vidas” está sendo bem aplicada, deixemos pra aproveitar o tempo livre quando nós mesmos pudermos bancar nossas “estripulias”. E é o esforço dos dias de hoje que compensarão o dia de amanhã.

Autor: Ilza Carolina, 3ºELT

O Julgamento


Entrevista no dia 07 de Abril de 2009

Depois de muitos comentários, reclamações e sugestões, o jornal finalmente fez uma entrevista com o Diretor de Ensino, Marco Antônio a fim de esclarecer alguns pontos nos quais a falta de informação gera conclusões equivocadas.
Primeiramente, devemos lidar com os fatos. 
Fato 1: Marco Antônio está usando o poder que tem, e por isso tem se tornado impopular.
Fato 2: Ninguém é obrigado a gostar dos seus métodos, mas devemos respeitá-los.
Fato 3: Na vida acadêmica, devemos agir com a cabeça, não com o coração.
Para a entrevista, selecionamos os temas mais questionados, por isso, logo de cara, perguntamos qual a real função do diretor de ensino. Ele explicou que sua função é pedagógica e disciplinar; ele contrata professores, cuida dos horários, faz distribuição de salas, além de ser responsável pela SER, biblioteca e disciplinares. Ou seja, ele é o que nós vimos nas outras escolas como diretor.
Depois, indagamos a respeito do uso da quadra que tem se tornado complicado. Ele explicou que o único problema com a quadra é que o CEFET não tem material esportivo para emprestar aos alunos, uma vez que houve uma falta de controle desses equipamentos na gestão administrativa anterior e agora, faltam materiais até para aula de educação física. Inclusive, o Marco nos mostrou um oficio solicitando novos equipamentos que o mesmo enviou à Belo Horizonte em 2 de setembro de 2008, cuja resposta não foi positiva. Ele deixou claro que, caso os alunos queiram usar a quadra, basta marcar o horário com ele e entregar uma lista dos alunos que estarão lá, mas, a responsabilidade fica sobre quem solicitou o empréstimo, tanto de danos materiais quanto a possível presença de pessoas não autorizadas no local.
Questionamos também a rigorosidade com que tem sido cobrados os uniformes e ele deixou clara que é o único modo de identificar o aluno e que na escola ele sempre deve ser usado.
Outro tópico foi quanto à proibição das visitas externas. A reposta foi simples: “As visitas externas podem ser amigos, mas também podem vir pessoas de má fé, e não tem como identificarmos quem é gente boa e quem não é, nós não temos uma guarita lá na frente. Essas são medidas para a proteção de vocês. Dessa maneira conseguimos melhorar a segurança, e isso pode ser comprovado já que esse ano não tivemos nenhum registro de roubo de bicicletas ou materiais, como vinha acontecendo anteriormente. E além disso, você quer encontrar com um amigo ou namorado, existe o fim de semana pra isso, na escola não é lugar apropriado”.
Depois disso fomos obviamente para o tema “namoro na escola”, que tem sido o mais “confuso”. Segundo o Marco, não há problema em andar de mãos dadas ou mesmo dar um beijo discreto no pátio, o que ele não ira admitir de maneira nenhuma é agarração em cantos isolados da escola e já deixou o aviso claro de que o casal que for apanhado desrespeitando essa regra será advertido e os pais serão comunicados do ocorrido.
Já que estávamos entrando nos assuntos polêmicos, falei sobre a punição rigorosa para quem for pego matando aula, não só dentro, como fora da escola caso esteja de uniforme, uma vez que isso é algo considerado normal por nós alunos. A resposta foi simples: “Seu pai te manda pra cá pra matar aula? Pois é, eu represento o seu pai aqui dentro, essa é minha função”. Bem, se você que está lendo essa matéria tiver um contra argumento para isso, me avise por que eu não consegui formular nenhum.
Outro ponto crítico que toquei em seguida foram os métodos considerados ameaçadores dos quais ele utilizou algumas vezes com alunos. Ele falou que para manter a disciplina, em alguns casos, uma conversa não é o suficiente, que para impor autoridade, às vezes é necessário um certo radicalismo que ele admite usar e não vê nenhum problema nisso. Disse que quando surge um problema, está disposto a conversar e tentar resolver de maneira calma, mas, ele não pode admitir que sua autoridade seja desafiada ou mesmo ser compreensivo dependendo do grau de gravidade da situação. Tudo depende de como será a reação do aluno e se forem necessários gritos, ameaças, suspensões etc, ele o fará.
Marco falou que às vezes as pessoas enxergam só o lado negativo das coisas, se observarmos a segurança da escola está melhor, não faltam professores para o médio e cursos técnicos e que, além disso, a presença e qualidade das aulas dos mesmos têm sido avaliadas freqüentemente. São pequenas mudanças que no fim dão bons resultados e melhoram consideravelmente a qualidade de ensino.
Ao final da entrevista, conclui que nós que estamos na escola há mais tempo somos verdadeiros filhos mimados... Mimados com uma adorável liberdade que na verdade não poderíamos ter conhecido... Essa liberdade que fez alguns amadurecerem e outros se perderem no caminho. A revolta por perder certos privilégios não é certa nem errada, é algo natural que acontece com quem soube aproveitar os bons momentos de tratamento diferencial em relação às outras escolas públicas, onde até os mais liberais são simples moldes públicos. Agora, nos resta tentar uma nova postura, quem sabe mais conservadora, que tal sermos puritanos hippies?

Autor: Barbara Ramalho, 3º ELT

Abolição da Escravatura

Na época da colonização do Brasil, não havia mão-de-obra para trabalhos manuais, assim os portugueses usaram o trabalho dos índios; no entanto, religiosos se colocaram em defesa dos índios. Dessa forma, os portugueses começaram a fazer o mesmo que os europeus, trazer negros da África para serem escravizados.
Os negros eram transportados em porões de navios e devido às más condições, alguns acabavam morrendo, e depois que desembarcavam eram vendidos à donos de engenho e tratados de forma cruel e desumana, como simples objetos.
Apesar de muitas pessoas acharem esse tratamento normal, existiam os abolicionistas (pessoas que eram contra esse tipo de abuso), que eram geralmente religiosos, políticos e pessoas do povo.
A economia mantinha a escravidão, e as medidas para libertar os escravos deveriam ser tomadas lentamente.
Com a industrialização, o número de escravos necessários para trabalhos foi diminuindo. 
Aos poucos alcançaram seus objetivos: 
_Extinção do Tráfico Negreiro
_Lei do Ventre Livre
_Lei do Sexagenário
_Lei Áurea (1888) 
No entanto, nenhum país ao abolir a escravidão elaborou algum projeto para incluir os negros na sociedade, por isso, hoje é preciso que se tenham algumas ações afirmativas para que eles sejam inclusos na sociedade que é tanto deles quanto nossas.
Infelizmente, ainda hoje, existe preconceito, mesmo que de forma reprimida, que foi uma das questões expostas pelo Prof. Dr. Dalmir Francisco da UFMG que nos prestigiou com sua presença ao
ministrar uma palestra no dia 13 de Maio. Prof. Dalmir relatou ainda a trajetória do racismo no Brasil, desde antes da abolição da escravatura até após a Lei Áurea.
O preconceito, a discriminação, a falta de afeto, só serão realmente extintos quando cada um, sem exceção de ninguém, compreender que somos todos uma mesma raça.

Autor: Gláucia Marques, 3º EDI

Um passinho para trás, por favor!


Toda a população araxaense convive diariamente com as tarifas astronômicas cobradas pela empresa de transporte público Vera Cruz, em uma cidade em que as distâncias são razoavelmente curtas. Se compararmos as tarifas das grandes metrópoles, pagamos um valor altíssimo. Por exemplo, saindo de Betim para Belo Horizonte pagaríamos R$ 3,10 por um trajeto de 1 hora e 30 minutos, enquanto em Araxá pagamos por 15 minutos, R$ 1,80.
Fica evidente o abuso dessa empresa, uma vez que os ônibus não oferecem conforto aos seus passageiros, geralmente estão lotados, a maioria dos motoristas e cobradores não é preparada para tratar bem os usuários. Todos os estudantes, trabalhadores e pessoas em comum que fazem uso do transporte público já sofreram com isso, o que nos deixa indignados é que ninguém faz nada, o governo municipal fica absolutamente estático diante da situação, uma vez sabendo que irá perder grande parte do seu lucro sobre esta “exploração”. As pessoas não fazem nada porque são acomodadas e com este ciclo vicioso toda a população sofre.
As tarifas devem ser diminuídas ou pelo menos devem ser construídos postos onde se possa trocar de ônibus sem pagar uma segunda tarifa. Muitos alunos do CEFET moram no Pão de Açúcar, Boa Vista, Barreiro dentre outros tantos bairros que não tem ônibus todo horário fazendo-se necessário utilizar até 2 passagens para chegar em casa. Isso no final do mês é um verdadeiro rombo no orçamento da família. E por favor, não venham com comentários do tipo vai de carro. Quem tem o mínimo de consciência ambiental deve optar sempre pelo transporte coletivo, é maior o tempo gasto, porém é muito mais ecologicamente correto.

Autor: João Henrique, 3º MIN

Protesto

No dia 17 de Março, o diretor geral do CEFET MG veio ao Campus IV para uma visita amigável pela comemoração do aniversário de nossa unidade, mas não foi tão amigavelmente recebido.
No CEFET, todos os estudantes têm seus representantes, os do ensino médio integrado e concomitância externa, são representados pelo Grêmio e uma cadeirinha no Colegiado, o pessoal da Engenharia é representado pelo D.A. (Diretório Acadêmico) e por outra cadeirinha no colegiado. Quando uma coisa não “vai bem”, é obrigação desses representantes exporem a indignação dos alunos. E foi isso o que aconteceu.
Os alunos da Engenharia estavam passando por apuros pelos buracos negros em seus horários e aproveitaram a visita do professor Flávio para reivindicar professores efetivos, já que suas outras tentativas mais diplomatas falharam deploravelmente. 
Eles aproveitaram a ocasião para pedir apoio ao ensino médio na manifestação que estavam organizando, porém, quando resolvemos ajudar, o nosso diretor nos fez perceber que isso seria uma desordem e mancharia seu nome de forma sutil e injusta, uma vez que os problemas do médio/técnico e do superior não tinham vinculação, e portanto, não fazia sentido nos intrometermos.
Logo em seu pronunciamento, cheio de hinos, bandeiras e professores representantes (menos o de Eletrônica, se bem me lembro) os representantes do D.A. estavam distribuindo narizes de palhaço e segurando uma faixa visível no meio da arquibancada. Não é que isso afetou o diretor geral?
O professor Flávio se reuniu com os alunos do D.A. para discutirem os problemas e chegarem a um acordo. Promessas foram feitas e os ânimos acalmaram-se, de modo que não houveram mais reivindicações nesse nível. Infelizmente, não nos foi passado detalhes da reunião, apesar de termos solicitado uma nota ao diretório acadêmico.

Festa do Grêmio






















Só para Informar

A visita ao Girassol, no dia 5 de maio, alcançou seu objetivo anual: incentivar a integração entre os alunos. Apesar do frio, quem foi pôde se distrair praticando esportes e vendo pessoas “caírem” na piscina.


O Campeonato de Futsal, apesar de ter tido vários imprevistos, foi motivo de distração. Podíamos assistir nossos times preferidos em campo e presenciar jogadas sensacionais de nossos amigos. Gostaria de parabenizar “A Crise” pela vitória e os outros times pelos grandes jogos e espírito esportivo. 


O CEFET-MG, em cerimônia realizada no dia 23 de abril, no Campus IV, em Araxá, lançou o projeto do Laboratório de Tratamento de Minérios e instalou o Núcleo de Excelência Mineral e Metalúrgica de Araxá, que integra o Pólo de Excelência Mineral e Metalúrgica de Minas Gerais da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas. O evento contou com a participação do Diretor-Geral do CEFET-MG, Prof. Flávio Santos; do Gerente Executivo do Pólo, Sr. Renato Ribeiro Ciminelli; do Prefeito Municipal de Araxá, Jeová Moreira da Costa; do Senador Eduardo Azeredo; do Deputado Federal Elismar Prado; do Diretor da Unidade de Araxá, Prof. Vicente Donizetti da Silva, e do Reitor do Centro Universitário do Planalto de Araxá (Uniaraxá).

Ser gay... É uma escolha?

Esta pergunta ainda sem uma resposta comprovada cientificamente, tem resposta clara. É só perguntar a diversos homossexuais. Ninguém escolhe ser gay... Nascemos assim e pronto! Chega a ser ridículo pensar que alguém iria escolher ser gay no mundo em que vivemos hoje, um mundo de preconceito, onde nós homossexuais somos criticados e agredidos por onde passamos. O mundo está mudando, as atitudes das pessoas estão evoluindo, nós homossexuais estamos ganhando espaço, estamos mostrando a nossa verdadeira realidade, quebrando preconceitos e estereótipos vazios. Porém a sociedade é hipócrita, esconde-se atrás de falsos moralismos, esconde-se atrás de livros sagrados, para criticar e fortalecer o preconceito. Ser homossexual não é ser uma aberração e sim uma pessoa que apenas ama diferente do modo como se convencionou como correto. Mas é um amor puro e igual a todos os outros. Quando todos aprenderem a conviver com as diferenças, aprenderem que o errado não está em ser diferente, mas sim em não saber conviver com elas, o mundo não terá mais violência. Somos todos feitos da mesma matéria, mas as atitudes e o jeito de ser de cada um é e sempre será diferente! É importante que os homofóbicos desenvolvam melhor suas mentes, seus níveis de compreensão e inteligência porque o ódio e a tentativa de prejudicar os homossexuais só estarão demonstrando sua total incapacidade de aprender; Enquanto essas pessoas não desenvolvem suas habilidades de compreensão, nós homossexuais, estamos crescendo, aparecendo e sendo muito mais bem vistos.
Juntos somos mais,
Juntos somos mais fortes,
E juntos acabaremos com o preconceito.

Autor: João Henrique, 3º MIN

Um Pouco de Poesia

Escravidão
Adalberto J. Carlos e João Paulo M. Silva, 2º MEC

Presos e temendo à morte
Que os dias dão suporte
A lutar e vencer.
Trabalho até a exaustão
Sem compreensão
E nada a receber.
Vida maltratada
Sujeita à chibata
E nada pode fazer.
Na senzala escura
Só procuram à cura
Para a dor esquecer.
Sempre maltratados
Feridos e machucados
Querem apenas sobreviver.
A escassez de alimento
Ao passar do tempo
Só pensavam em comer.
Noites sem sono
desconforto e abandono
Nem descanso podem ter.
Acordam de madrugada
e hoje pegam enxada 
Pro trabalho fazer. 
Não eram compensados 
apenas chicoteados 
se não quisessem fazer 
Mercadoria de venda
Visando à renda 
Pro senhor obter. 
Sua arte era a dança 
e desde criança 
Gostavam de fazer
Tratados como animais 
mas somos todos iguais
Falta o mundo compreender.





Num ar de preconceito racial
Paulo César L. Bernardes, 2º MEC

Entre correntes e grades, um preconceito racial. 
Entre o passado e o presente, um mundo nada igual. 
Vistos de modo diferente, como seres inferiores, 
São eles os negros, com sofrimento e cheio de dores. 
O rico domina o mundo, se resumindo a elite. 
Mas na verdade somos todos iguais, 
Pensamos, agimos e incluímos os negros, seres racionais. 

Como prisioneiros do mundo, eles sofrem 
Mas sempre ficam de pé, em uma guerra eles não correm
Lutam, apesar do sangue que escorre. 
Mas nunca se cansam e acreditam na mudança, 
Porque a esperança, 
É a última que morre.






Haverá Guerra
Paulo Guilherme L. Serra e Igor O. Pereira, 2º MEC

 
Até que a filosofia 
Que torna uma raça superior 
E outra inferior
Seja finalmente 
Permanentemente
Desacreditada e abandonada 
Haverá guerra  

Até que não tenha
Cidadão de primeira e segunda classe 
Em qualquer nação 
Até que a cor da pele de um homem 
Não tenha maior significado 
Que a cor dos seus olhos 
Haverá guerra 

Até que todos tenham 
Direitos iguais 
Sem distinção 
De raça, de credo ou de cor
Haverá guerra ...  

Até esse dia 
Não se conhecerá a paz 
A idéia e um mundo 
Em harmonia 
Não se dará jamais 
Porque 
Haverá guerra...

O Bom Crioulo

Todo o nosso fazer profissional só tem sentido quando ele se relaciona diretamente com nosso prazer de, ao mesmo tempo em que produzimos resultados, obtemos satisfação e nos deleitamos com esse fazer. Quero aproveitar que este fanzine é democrático e aberto, para vir a público dizer da minha felicidade ao trabalhar, com os terceiros anos, o romance naturalista Bom-Crioulo, de Adolfo Caminha, indicado para o Vestibular 2010, da UFMG. Para quem não conhece a obra, uma sinopse: O escravo Amaro foge de uma fazenda, é capturado pela Marinha, treinado para os serviços de marujo e é apelidado de Bom-Crioulo pelos marinheiros. Aos trinta anos, conhece o grumete Aleixo, de 15 anos, por quem se apaixona, o navio ancora no Rio de Janeiro e ali alugam um quarto para os dois. Acometido pelo ciúme de Aleixo com D. Carolina, Amaro o mata e é preso. 
O romance Bom-Crioulo foi repudiado pela Marinha, por causa da apologia à homossexualidade nesse Órgão do Governo. De forma descritiva, como requer o Naturalismo, o autor faz a denúncia, também, do uso da chibata por mau comportamento dos marinheiros, mas, principalmente pela prática da masturbação, menos tolerada do que as práticas homoeróticas. A leitura da obra, a apresentação dos trabalhos, o debate sobre as teorias científicas do século XIX e sua implicação na inferiorização do negro, no prejuízo de sua aceitação e na sua discriminação fica evidente na obra. Atende a Lei 10639/2003. Quem não leu a obra está perdendo!!! É também uma excelente oportunidade para colocar em pauta questões relacionadas às opções sexuais e de gênero, e abrir debates. Colhemos e ainda vamos colher bons frutos. Mas o que quero mesmo ressaltar é a elegância e respeito com que nossos alunos tratam dessas questões apontadas. Reafirmo, citando um trecho de Lulu Santos: É uma juventude “de gente fina, elegante e sincera, com habilidades pra dizer mais sim do que não”. Á psicóloga Alessandra, aquele abraço!

Autor: Leni Nobre, professora de português e redação

Diversão aos Modos Nipônicos

Hoje em dia, termos como Anime, Mangá ou Otaku tornaram-se um tanto quanto comuns no mundo adolencente/jovem. Tudo isso envolve as famosas animações japonesas, personagens que geralmente tem grandes e brilhantes olhos, um traço bem característico que até os menos informados saberiam indicar que aquilo veio do Japão. Mangás são as "histórias em quadrinhos japonesas", geralmente em preto e branco e lidos "de trás pra frente", já Anime, seriam as animações, o "desenhos animado" que na maioria das vezes é baseado nos mangás, sendo que também há os que são baseados em jogos ou criados a partir de uma idéia qualquer. Otaku já se refere aos fãs de anime e mangá, apesar de que no Japão, esse termo tem um tom pejorativo, mas nos demais lugares, a definição é bem aceita, pessoalmente adoto o termo Otaku para garotos e Otome para garotas.
Fazer parte desse mundo ficou muito fácil com toda a tecnologia, podemos ver o anime ou ler o mangá poucos dias após ter sido lançado no Japão, trazidos pelos Fansubbers que têm a função de pegar o anime em RAW (sem legenda) e legendá-lo, lançando-o em várias qualidades; o mesmo com os Scanlators, mas só que com relação aos mangás, no caso, eles "limpam" a imagem, deixando em uma qualidade inacreditável.
Há também as "J-Musics" ou simplesmente, músicas japonesas que são divulgadas nos animes os quais suas aberturas e seus encerramentos possuem músicas de cantores famosos por lá. O que quero deixar claro com relação as músicas, é que há um rotulamento para o estilo cantado no Japão; a maioria acredita que o ritmo nipônico é sempre o tradicional (o lento e sem graça, até na minha opinião), mas o surpreendente é que há bandas de rock, pop, hip-hop e até metal pesado, a única diferença em relação às músicas em inglês, seria o idioma cantado, os ritmos sempre prevalecem.
Sinceramente, o número de otakus vem crescendo muito ultimamente, como já sou "do ramo" a um bom tempo, percebo que novos fãs vêm surgindo ano após ano, e isso não é diferente no CEFET. Acredito que se deve ao fato da TV aberta estar passando muitos animes ultimamente o que por um lado é bom, pois mostra as pessoas esse mundo japonês, mas por outro eu acho horrível, pois a maioria das emissoras compram os episódios dos EUA o que faz com que a série seja toda editada (retalhada para ser mais exato), descaracterizando-a. Eu, sinceramente, prefiro as versões legendadas. Prefira também, em prol do bom anime a ser assistido.
Bom, como dica de anime eu recomendo um que sempre elogiei: Eureka Seven, pois ele trata de muitos assuntos bem interessantes além de ter ótimas batalhas de "Mechas" (robôs gigantes); se você curte um bom duelo psicológico, recomendo Death Note; outras opiniões, venham falar comigo. Do mundo do J-Music eu recomendo minhas bandas favoritas: Do As Infinity (um bom pop-rock), Aqua Timez (um pop misturado com rap, contendo músicas bem agitadas e outras bem calmas e bonitas), HOME MADE Kazoku (hip-hop muito bom, contendo algumas lentas e bonitas também) e L'Arc~en~Ciel (para você que curte um bom Rock).
Aos novos Otakus: não sintam medo de se expressar e falar que curtem isso, se alguém acusar você falando que isso é coisa de criança, fale para essa pessoa assistir Elfen Lied, que ela entenderá o recado. (É sério! Esse anime tem uma censura de 18 anos devido a cenas bastante violentas e cenas de nudez).
O anime é uma boa válvula de escape, mas não fiquem muito presos a ele.

Autor: Vandeir "Todão", Otaku, Ex-Cefetiano do ELT e agora Monitor de Física e Eletrônica.








Separados na Maternidade





1_ John Lennon e Pedro Avelar, 2ºELT
2_ Hernandes e Fernando, professor
3_ Mike Shinoda e João, 1º MEC

Alcaxofra


Autor: Alan Lima, 3ºELT

Recadinhos do s2

De: Jason
Para: Camila

Obrigado por me amar
Por ser meus olhos
quando eu não podia enxergar
Por ser parte dos meus lábios
quando não pude respirar
Obrigado por me amar
Obrigado por me amar



De: João, 3ºMIN
Para: Thayse, 3º MIN

Thayse do meu coração... te faço perder a cabeça... te faço sentir sensações que você jamais imaginava existir... sabemos que estas sensações são inexplicáveis... Porém, por favor meu bom Deus, afaste dessa menina a vontade de me matar!



De: Quaiada 3ºMIN
Para: Vitão

Vitão da bermuda verde... Cadê meu 1 real?



De: Matheus 3º ELT
Para: Fiuza 3º ELT

1 milhão fiúza, 1 milhão...



De: Suzete Chiclete
Para: Alunos

Quero sugerir a campanha “Xerox em 2 Minutos”. Funcionaria assim: se o Rodrigo demorar mais de 2 minutos para tirar sua cópia após você a ter solicitado, ele teria um site bloqueado em seu computador... Interessante que ia embora o MSN, Orkut e Google em menos de 5 minutos...

Gêmeos


(21/05 a 20/06)

Nesse mês o geminiano deve ter em mente que o ontem de amanhã é hoje... e que o amanhã de ontem, também é hoje! Medite, pense e reflita para manter a saúde mental e não ter esse tipo de pensamento filosófico escroto.

No amor, o príncipe encantado em cima do seu cavalo pode andar pisando na bola, ou melhor, batendo nela, deixando a relação meio polarizada... Ping-pong pode até se tornar um esporte romântico se os dois souberem jogar, e não se matarem na competição.

Procure manter a calma, por que o presente que o zodíaco te deu esse mês foi um belo conflito interno. É como se o próprio Murphy alinhasse os planetas pra te ferrar, então deixe que a felicidade deslize para sua vida... Lubrifique... a mente! 

Profissão: modelo de cotovelo, tornozelo e joelho.

Cor: azul-peixinho-dourado

Autor: Barbara Ramalho, 3ºELT

Touro


(21/04 a 20/05)

Neste mês o Taurino ganhará muita confiança para enfrentar seus problemas no dia-a-dia .

É o momento certo pra resolver assuntos inacabados, tanto profissionais quanto sociais pra tirar um pouco o peso da sua consciência (ou da cabeça mesmo se preferir), aquele boletim sangrento por exemplo.

Seu planeta regente Vênus transita Áries todo o mês de maio (nunca vou entender isso) Acho que isso significa que você ficará muito carente e que se não cuidarem de você, ficará com sérios problemas emocionais. É só ficar de boa na lagoa, tranqüilo que nem esquilo, nice in the ice, que tudo vai ficar bem...  Nesse mês, você terá mais tendências a praticar o adultério do que ser adulterado, será difícil para os relacionamentos sérios, a grama do vizinho sempre estará mais verde.

Profissão: porta chapéus

Cor: preto-sol-do-meio-dia

Autor: Matheus Gabriel, 3º ELT