Entrevista no dia 07 de Abril de 2009
Depois de muitos comentários, reclamações e sugestões, o jornal finalmente fez uma entrevista com o Diretor de Ensino, Marco Antônio a fim de esclarecer alguns pontos nos quais a falta de informação gera conclusões equivocadas.
Primeiramente, devemos lidar com os fatos.
Fato 1: Marco Antônio está usando o poder que tem, e por isso tem se tornado impopular.
Fato 2: Ninguém é obrigado a gostar dos seus métodos, mas devemos respeitá-los.
Fato 3: Na vida acadêmica, devemos agir com a cabeça, não com o coração.
Para a entrevista, selecionamos os temas mais questionados, por isso, logo de cara, perguntamos qual a real função do diretor de ensino. Ele explicou que sua função é pedagógica e disciplinar; ele contrata professores, cuida dos horários, faz distribuição de salas, além de ser responsável pela SER, biblioteca e disciplinares. Ou seja, ele é o que nós vimos nas outras escolas como diretor.
Depois, indagamos a respeito do uso da quadra que tem se tornado complicado. Ele explicou que o único problema com a quadra é que o CEFET não tem material esportivo para emprestar aos alunos, uma vez que houve uma falta de controle desses equipamentos na gestão administrativa anterior e agora, faltam materiais até para aula de educação física. Inclusive, o Marco nos mostrou um oficio solicitando novos equipamentos que o mesmo enviou à Belo Horizonte em 2 de setembro de 2008, cuja resposta não foi positiva. Ele deixou claro que, caso os alunos queiram usar a quadra, basta marcar o horário com ele e entregar uma lista dos alunos que estarão lá, mas, a responsabilidade fica sobre quem solicitou o empréstimo, tanto de danos materiais quanto a possível presença de pessoas não autorizadas no local.
Questionamos também a rigorosidade com que tem sido cobrados os uniformes e ele deixou clara que é o único modo de identificar o aluno e que na escola ele sempre deve ser usado.
Outro tópico foi quanto à proibição das visitas externas. A reposta foi simples: “As visitas externas podem ser amigos, mas também podem vir pessoas de má fé, e não tem como identificarmos quem é gente boa e quem não é, nós não temos uma guarita lá na frente. Essas são medidas para a proteção de vocês. Dessa maneira conseguimos melhorar a segurança, e isso pode ser comprovado já que esse ano não tivemos nenhum registro de roubo de bicicletas ou materiais, como vinha acontecendo anteriormente. E além disso, você quer encontrar com um amigo ou namorado, existe o fim de semana pra isso, na escola não é lugar apropriado”.
Depois disso fomos obviamente para o tema “namoro na escola”, que tem sido o mais “confuso”. Segundo o Marco, não há problema em andar de mãos dadas ou mesmo dar um beijo discreto no pátio, o que ele não ira admitir de maneira nenhuma é agarração em cantos isolados da escola e já deixou o aviso claro de que o casal que for apanhado desrespeitando essa regra será advertido e os pais serão comunicados do ocorrido.
Já que estávamos entrando nos assuntos polêmicos, falei sobre a punição rigorosa para quem for pego matando aula, não só dentro, como fora da escola caso esteja de uniforme, uma vez que isso é algo considerado normal por nós alunos. A resposta foi simples: “Seu pai te manda pra cá pra matar aula? Pois é, eu represento o seu pai aqui dentro, essa é minha função”. Bem, se você que está lendo essa matéria tiver um contra argumento para isso, me avise por que eu não consegui formular nenhum.
Outro ponto crítico que toquei em seguida foram os métodos considerados ameaçadores dos quais ele utilizou algumas vezes com alunos. Ele falou que para manter a disciplina, em alguns casos, uma conversa não é o suficiente, que para impor autoridade, às vezes é necessário um certo radicalismo que ele admite usar e não vê nenhum problema nisso. Disse que quando surge um problema, está disposto a conversar e tentar resolver de maneira calma, mas, ele não pode admitir que sua autoridade seja desafiada ou mesmo ser compreensivo dependendo do grau de gravidade da situação. Tudo depende de como será a reação do aluno e se forem necessários gritos, ameaças, suspensões etc, ele o fará.
Marco falou que às vezes as pessoas enxergam só o lado negativo das coisas, se observarmos a segurança da escola está melhor, não faltam professores para o médio e cursos técnicos e que, além disso, a presença e qualidade das aulas dos mesmos têm sido avaliadas freqüentemente. São pequenas mudanças que no fim dão bons resultados e melhoram consideravelmente a qualidade de ensino.
Ao final da entrevista, conclui que nós que estamos na escola há mais tempo somos verdadeiros filhos mimados... Mimados com uma adorável liberdade que na verdade não poderíamos ter conhecido... Essa liberdade que fez alguns amadurecerem e outros se perderem no caminho. A revolta por perder certos privilégios não é certa nem errada, é algo natural que acontece com quem soube aproveitar os bons momentos de tratamento diferencial em relação às outras escolas públicas, onde até os mais liberais são simples moldes públicos. Agora, nos resta tentar uma nova postura, quem sabe mais conservadora, que tal sermos puritanos hippies?
Autor: Barbara Ramalho, 3º ELT
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